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China trata bullying comercial de forma calma e racional

Diante da imposição estadunidense de 10% de tarifa adicional às exportações chinesas no valor de US$300 bilhões, o governo chinês foi forçado a tomar contramedidas, o que leva a novas acusações de alguns políticos norte-americanos. Eles ameaçam aumentar as taxas sobre produtos chineses em US$ 550 bilhões na tentativa de fazer truque do limite de pressão.

O comportamento dos norte-americanos reflete vividamente a lógica hegemônica de Washington de não permitir que os parceiros comerciais imponham tarifas como eles. No entanto, a China não tolerará mais esses atos irracionais e, ao mesmo tempo, responderá com calma e racionalidade.

Como todos sabem, a causa da disputa comercial foi a supertaxação anunciada unilateralmente pelos Estados Unidos contra as exportações chinesas. Ao longo deste ano, a Casa Branca tem quebrado os compromissos feitos na consulta comercial com a China e ampliado constantemente a imposição de tarifas. As ações estadunidenses fazem com que a China reaja de acordo com as leis e regulamentos e também em conformidade com os princípios da Lei Internacional, sendo uma reposta necessária e justa para qualquer país soberano na defesa de seus direitos e interesses. A reação da China é justificável e reconhecida pela comunidade internacional.

Porém, algumas figuras do governo norte-americano sentem-se desafiadas. Para eles, os Estados Unidos são a única superpotência do mundo e podem “intimidar quem quiserem” sem nenhuma resistência. Esse tipo de pensamento hegemônico caracterizado com unilateralismo e protecionismo constitui o extremo desprezo e destruição deliberada ao direito e à ordem internacional.

Nos dias de hoje, o mundo não acredita na “lei da selva”. O multilateralismo e cooperação de benefício mútuo são tendência mundial irreversível e inquestionável. Neste contexto, até mesmo vários aliados dos Estados Unidos começam a ir ao lado oposto do confronto comercial.

Como por exemplo, a Índia anunciou retirar dos Estados Unidos o tratamento geral de preferências e impôs tarifas sobre 28 produtos norte-americanos a partir de junho. Já a comissária para comércio da União Europeia, Cecilia Malmstrom, afirmou também que o bloco iria tributar as exportações norte-americanas no montante de 35 bilhões de euros caso a Casa Branca aumentasse as taxas contra veículos e peças automotivas da Europa.

Durante a cúpula do G7 realizada na última semana, o presidente francês, Emmanuel Macron, expressou insatisfação ao governo de Donald Trump, apontando que tomará medidas para aliviar a atual tensão comercial e evitar esta disputa onipresente. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, por sua vez, alertou eventual recessão da economia mundial provocada pela escalada da tensão comercial entre Estados Unidos com outros países.

Os políticos norte-americanos sonhadores na hegemonia devem acordar agora! A história e a realidade darão uma boa aula e conscientizarão a eles de que os truques de pressão não funcionaram com a China no passado nem funcionam agora e não vão funcionar no futuro.

A China possui gigantesca dimensão econômica, enorme potencial de demanda interna e a reforma e abertura proporcionam também ao país um futuro promissor e força para resistir aos riscos externos. A postura chinesa tem sido clara: não quer uma disputa comercial, mas não a teme e, se necessário, lutará com força.

Tradução: Isabel Shi

Revisão: Diego Goulart