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Ampliação das zonas de livre comércio injeta dinâmica à economia chinesa

A China anunciou nesta segunda-feira (26) a criação das seis novas zonas piloto de livre comércio (ZLCs), nas províncias de Shandong, Jiangsu, Guangxi, Hebei, Yunnan e Heilongjiang. Com a medida, o número total de regiões piloto do país subirá para 18, o que demonstra a determinação do país de impulsionar a reforma e abertura e promover o desenvolvimento de alta qualidade.

A partir da implementação da primeira zona piloto de livre comércio em Shanghai, em 2013, já foram instaladas 600 mil novas empresas e 40 mil companhias de ativo estrangeiro. Uma área que representa apenas 2% do território chinês atraiu 12% do total investimento estrangeiro e contribuiu com 12% do montante das importações e exportações do país. As politicas preferenciais dadas às ZLCs continuam liberando grande potencial.

As seis novas zonas-piloto serão incumbidas com diferentes testes conforme as respetivas características. Por exemplo, Shandong, como província costeira, focará no desenvolvimento de economia marítima, enquanto Hebei, que cerca a capital chinesa Beijing, dará ênfase à construção de um novo tipo de base industrial. Já a província de Jiangsu deve incentivar a inovação e o desenvolvimento da indústria manufatureira. Por outro lado, Guangxi, no sudoeste do país, aumentará a cooperação com a região da Associação das Nações do Sudeste Asiático, e Heilongjiang, no extremo nordeste, planeja construir um centro de logística para promover negócios com a Rússia.

Há uma semana foi publicada a Opinião sobre Apoio a Shenzhen para Construção da Zona Pioneira de Socialismo com Características Chinesas, além de lançar o novo espaço da Zona piloto de Livre Comércio de Shanghai. As intensas ações do governo chinês serão uma locomotiva para acelerar a transformação do modelo da economia chinesa, injetando imensa dinâmica ao desenvolvimento econômico.

Neste momento, mais do se comportar no fluxo livre dos produtos, a abertura da China visa chegar à dimensão institucional. O estabelecimento das zonas de livre comércio proporciona uma plataforma importante para elevar o nível de abertura. Os novos arranjos, tais como relaxamento dos limites de capital estrangeiro e cancelamento de supervisão desnecessária, mostram os passos sólidos da China na direção do aprofundamento da abertura.

Apesar da disputa comercial provocada pelos Estados Unidos, a China tem seguido seu próprio caminho para promover a globalização e construir uma economia mundial aberta, cumprindo as promessas em relação à ampliação da abertura.

No primeiro semestre deste ano, a China conseguiu obter um crescimento econômico de 6,3%, colocando-se nos primeiros lugares entre as principais economias mundiais. É notável que os setores de manufaturas e serviços de alta tecnologia evidenciam aumento de investimento de 11,1% e 11,9%, sendo uma prova forte da importância da reforma e abertura.

No contexto em que alguns países sustentam o protecionismo, a China manifesta a determinação firme de abraçar investimentos estrangeiros e compartilhar com o mundo as oportunidades de desenvolvimento.

Tradução: Isabel Shi

Revisão: Diego Goulart