Legionella: Pedido de indemnização civil começou a ser julgado em Vila Franca de Xira

Quatro anos após o surto de legionella e um ano e oito meses depois do Ministério Público ter acusado nove arguidos, o processo judicial continua no Tribunal de Vila Franca de Xira, sem data para o início da fase instrutória. Em março de 2017, o Ministério Público (MP) deduziu acusação contra as empresas Adubos de Portugal e General Eletric e outros sete arguidos por responsabilidades no surto, que teve início em 07 de novembro de 2014, e causou 12 mortes e infetou mais de 400 pessoas.  Entretanto o Tribunal Cível de Vila Franca de Xira começou a julgar o primeiro pedido de indemnização civil apresentado por uma das vítimas do Forte da Casa. José Leonel, agora com 67 anos, exige 200 mil euros à empresa Adubos de Portugal. Na audiência que decorreu segunda-feira o advogado Varela de Matos lamentou a lentidão do processo crime e disse à IRISFM que conta ter dentro de um mês a sentença relativa ao seu cliente.

José Leonel chegou a estar 16 dias em coma induzido no hospital por causa da Legionella. Agora à IRISFM diz que só espera que seja feita Justiça.

Neste processo cível foram ainda ouvidas através das advogadas a empresa da Póvoa de Santa Iria Solvay e a Sociedade Central de Cervejas de Vialonga. Durante a audiência as empresas sublinharam que não são arguidas no processo crime e como prova apresentaram análises laboratoriais.

Quanto ao processo-crime na acusação do MP, deduzida em março de 2017, são arguidos um administrador, o diretor e o supervisor do setor da produção da Adubos de Portugal (ADP). São também acusados neste processo quatro funcionários, todos engenheiros químicos, da General Eletric (GE), empresa contratada pela ADP Fertilizantes para fiscalizar e monitorizar as torres de refrigeração. A ADP, a GE e os restantes sete arguidos estão acusados de um crime de infração de regras de construção, dano em instalações e perturbação de serviços. Os três responsáveis da ADP e os quatro funcionários da GE, respondem, ainda, cada um, por 20 crimes de ofensa à integridade física por negligência.

 

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