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Alverca: Trabalhadores das OGMA solicitam intervenção do Ministro da Defesa

O Sindicato dos Trabalhadores Civis das Forças Armadas, Estabelecimentos Fabris e Empresas de Defesa (STEFFAs) solicitou hoje, em ofício dirigido ao Ministro da Defesa Nacional, a sua intervenção com carácter de urgência, no sentido de que o Estado, enquanto acionista da OGMA, SA, assegure a colocação, em articulação com a Administração da empresa, de todos os trabalhadores não imprescindíveis em situação de licença remunerada a 100%, assegurando a manutenção de todos os postos de trabalho.

Segundo o STEFFAs apesar de algumas medidas tomadas pela administração da empresa, no âmbito da prevenção da actual epidemia, “subsiste ainda grande dificuldade, e mesmo impossibilidade, em observar, de forma escrupulosa e constante, as directrizes emanadas pelas Autoridades de Saúde, sendo esta situação motivo de grande ansiedade e preocupação entre as centenas de trabalhadores que continuam a laborar na empresa”.

No documento, dirigido ao Ministro da Defesa, que a IRISFM teve acesso, é referido o elevado número de trabalhadores ao serviço na empresa, apesar da colocação em

teletrabalho de uma parcela significativa do efectivo e ainda o contacto e intercâmbio constantes entre os funcionários na utilização de máquinas, ferramentas e materiais. Diz ainda o ofício que se verifica escassez de material desinfectante e equipamentos de protecção individual assim como a  aglomeração dos trabalhadores no refeitório.

O STEFFAs diz que não concorda com o mecanismo de lay-off que poderá eventualmente ser usado por parte da OGMA e entende como imprescindíveis os trabalhadores adstritos a operações de manutenção ou reparação de aeronaves da Força Aérea Portuguesa, bem como os adstritos a eventuais operações de manutenção ou reparação de quaisquer outras aeronaves (ou seus órgãos e componentes) envolvidas no esforço de combate à actual situação epidemiológica.