Guerra comercial produz sua primeira vítima: o setor automotivo

No dia 30 de julho, o fabricante de automóveis BMW anunciou aumento de 4% e 7% do preço para dois modelos de SUV produzidos nos EUA e exportados para a China, devido à alta do custo da produção. A origem deste ato é óbvia: desde a aplicação da sobretaxa do governo Trump aos produtos de diversos países, o custo de aquisição de peças pela BMW sofreu reajuste.

Além disso, a China passou a sobretaxar em 25% os automóveis importados dos EUA a partir do dia 6 de julho. Isso resultará em uma queda de percentuais dos automóveis produzidos nos EUA no mercado chinês.

Desde o início da guerra comercial, analistas avaliaram que automóveis e eletrodomésticos serão os primeiros a sentir os efeitos, por causa do alto nível de globalização da cadeia produtiva desses itens. A sobretaxa aos produtos de aço e alumínio por Washington trouxe contramedidas dos diversos países, afetando grandes montadoras, como GM, Ford e BMW.

O fabricante alemão estabeleceu em Spartanburg, nos Estados Unidos, sua maior fábrica do mundo, contratando 9 mil funcionários locais e se tornando o maior exportador de carros dos EUA. Entre os produtos desta fábrica, 70% são exportados, sendo 25% à China.

Entretanto, o mercado chin√™s, o maior mercado automobil√≠stico nos √ļltimos nove anos consecutivos, nunca ser√° abandonado pelas montadoras. A BMW alertou que, caso prossiga a guerra comercial, ser√° inevit√°vel reduzir a produ√ß√£o e demitir funcion√°rios nos EUA.

Em vez de trazer de volta os postos de trabalho, Donald Trump está reduzindo as oportunidades de emprego. Segundo o jornal Financial Times, a guerra comercial provocará uma tempestade no setor automobilístico. E a chave para impedir a tempestade está na mão da Casa Branca.

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