EUA devem considerar interesses de todos ao nomear novo presidente do Banco Mundial

O presidente do Banco Mundial, Kim Yong, renunciou no primeiro dia de trabalho de 2019. Em carta, ele disse que ap√≥s sua sa√≠da no dia 1¬ļ de fevereiro, vai integrar uma entidade voltada para investimento de infraestrutura em pa√≠ses em desenvolvimento.

Kim Yong n√£o explicou suas raz√Ķes para a ren√ļncia, mas muitos coment√°rios apontaram que foi a press√£o do governo norte-americano que o fez tomar esta decis√£o.

Durante seu mandato, Kim sempre apoiou a globaliza√ß√£o, o uso de energias limpas e a aten√ß√£o √† prote√ß√£o ambiental. Esses pontos de vista contrariam o pensamento do novo governo norte-americano. Dentro do pr√≥prio banco, Kim realizou uma s√©rie de reformas institucionais depois de assumir seu primeiro mandato em 2012. As medidas geraram insatisfa√ß√Ķes dos trabalhadores da entidade.

Kim também deu apoio aos países em desenvolvimento, incluindo a China, e concordou com os planos de reforma institucional do Banco Mundial apresentados por esses países. Ele ainda deu suporte ao comércio multilateral e persistiu em oferecer assistência aos países em desenvolvimento.

Desde sua funda√ß√£o, os l√≠deres do Banco Mundial s√£o sempre norte-americanos e designados pelo governo dos EUA. Com o desenvolvimento da entidade, a sele√ß√£o do presidente do Banco vem se tornando cada dia mais democr√°tica. Podemos prever que a defini√ß√£o de novos candidatos para a presid√™ncia da institui√ß√£o deve considerar mais opini√Ķes de todos seus membros. Se o governo norte-americano quiser continuar sua ades√£o ao Banco Mundial e o funcionamento normal da entidade, devem deixar de priorizar sempre seus pr√≥prios interesses.

Tradução: Paula Chen

Revis√£o: Diego Goulart

Be the first to comment

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*