Celebra-se amanhã, dia 22 de Julho, o Dia Mundial do Cérebro e este ano o com o tema “Saúde do cérebro para todas as idades”.
A Dra. Inês Laranjinha, neurologista e membro da Sociedade Portuguesa do AVC, em declarações à Iris FM referiu quais as iniciativas preparadas para este dia:
A neurologista falou do que se pode fazer para minimizar o risco de AVC:
A Dra. Inês Laranjinha mencionou os principais sintomas a ter em atenção:
A neurologista referiu a faixa etária mais afetada por este tipo de doenças cerebrais:
A Dra. – Membro da Sociedade Portuguesa do AVC – falou dos tratamentos que estão disponíveis e a evolução dos mesmos para doenças cerebrais:
Inês Laranjinha falou das iniciativas que a Sociedade Portuguesa do AVC faz ao longo do ano para sensibilizar as pessoas para este tipo de doenças:
A neurologista deixou ainda recomendações à população para prevenir as doenças cerebrais:
Apesar de o AVC ser uma das principais causas de morte em Portugal, o número de mortes por AVC no país tem vindo a diminuir ligeiramente nos últimos anos.
A Dra. Inês Laranjinha escreveu um artigo relacionado com este tema para o Dia Mundial do Cérebro, que é celebrado amanhã.
Estimar e estimular o cérebro em todas as idades para prevenir o AVC e proteger a saúde cerebral
Dr.ª Inês Laranjinha
Neurologista na ULS Santo António
O cérebro é o órgão mais fascinante do nosso corpo. Controla as funções vitais, comanda o funcionamento de todos os outros órgãos e é capaz de adaptações a mudanças das condições de nós próprios e do meio à nossa volta. É também o maestro do que nos torna seres únicos e conscientes: define a nossa personalidade, comportamento, emoções e memórias.
Quando parte do cérebro sofre uma lesão, seja por uma doença aguda como o AVC, seja por uma doença crónica como a demência, perdem-se milhões de células (neurónios). As sequelas destas doenças neurológicas incluem défices de força, sensibilidade, coordenação e cognitivas. Podem ser devastadoras com repercussão importante no quotidiano dos doentes; infelizmente, nem todas estas sequelas são recuperáveis com reabilitação.
Em particular, as falhas cognitivas – de memória, raciocínio, comportamento e personalidade – têm um impacto quer no doente, quer na sua família e cuidadores, porque cursam com frequência com maior dependência no dia a dia e alteração da identidade própria. A deterioração cognitiva progressiva que caracteriza a demência leva a perda de autonomia da pessoa, com consequências sociais, emocionais e económicas.
O foco deve ser, por isso, na prevenção do dano cerebral. Para minimizar o risco de AVC, doenças como a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabaco e consumo excessivo de álcool devem ser evitadas e corrigidas.
Em relação à demência, sabia que quase metade do risco é modificável? Desde a infância (baixa escolaridade), à idade adulta (sedentarismo, diminuição de audição e as doenças que aumentam o risco de AVC) até à terceira idade (isolamento social e diminuição de visão), há forma de cuidar da saúde cerebral em cada faixa etária.
Assim, importa conhecer as medidas ao alcance de cada um de nós:
· Infância: incentivar a escolaridade;
· Adultos: estimular atividade física regular, corrigir falta de audição e tratar doenças cardiovasculares;
· Idosos: promover socialização e corrigir falta de visão.
No dia 22 de Julho, celebra-se o Dia Mundial do Cérebro, este ano com o tema “Brain Health for all Ages” – “Saúde do Cérebro para todas as idades”. Vamos, então, estimar a saúde do nosso cérebro, em todos os momentos da nossa vida, para tornar cada um deles memorável.

