A situação de calamidade voltou a ser prolongada em Portugal Continental, por mais sete dias, de domingo até ao dia 15 de Fevereiro, devido à continuação do mau tempo.
Luís Montenegro falou na residência oficial em São Bento, em Lisboa, depois da reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Devido ao mau tempo, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal Continental entre os dias 28 de Janeiro e 1 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois estendido até ao dia 8 de Fevereiro para 68 concelhos, voltando agora a prolongar até ao dia 15 de Fevereiro.
Portugal vai começar a sentir amanhã de manhã os efeitos da depressão Marta, que prevê chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, os efeitos da depressão vão começar a ser sentidos na região Sul, em especial no litoral, na manhã de sábado, “com precipitação persistente e por vezes forte e com rajadas de vento da ordem de 100 km/h e de 120 km/h nas serras”.
“Prevê-se que os maiores valores acumulados de precipitação ocorram a sul do rio Tejo, incluindo a região da grande Lisboa, sendo mais prováveis no Alentejo e nas serras algarvias, com acumulados da ordem de 60 mm (litros/m2) em 24 horas, o que contribuirá para uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras destas áreas”, pode ler-se no comunicado do IPMA.
A partir da tarde de sábado, com o deslocamento da depressão para leste, prevê-se uma intensificação do vento no litoral Centro, com rajadas que podem vir a atingir os 90 km/h, bem como ocorrência de precipitação por vezes forte.

