A Guarda Nacional Republicana, no âmbito da prevenção e do combate à violência, ofensas, ameaças e qualquer tipo de intimidação em contexto escolar, no dia 20 de Outubro, associou-se ao Dia Mundial de Combate ao bullying, pela relevância que representa na vida das crianças e jovens.
A Guarda teve como objetivo alertar e sensibilizar a população em geral e, em particular, as crianças e jovens, os quais vão ser as mulheres e homens de amanhã, para a relevância da temática com o objetivo de apelar a uma estratégia de consciencialização, que pretende contribuir para a mudança de comportamentos da sociedade e para a progressiva intolerância social face à violência nas escolas.
A violência ocorre fora da visão dos adultos e grande parte das vítimas esconde ou evita a denuncia da agressão sofrida, pelo que esta sensibilização é extensível aos pais, professores e funcionários pelos sinais de alerta que devem procurar denunciar e saber reconhecer, no contexto escolar e em ambiente familiar.
A GNR desenvolve um esforço significativo naquilo que são as iniciativas relacionadas sobre a temática em concreto, nomeadamente em ações de sensibilização e campanhas, com temas associados à violência, à cidadania, inclusão e não-discriminação, aos Direitos Humanos, e direitos da Criança ou regras quanto à utilização da internet.
No âmbito das competências destas autoridades em matéria de prevenção criminal, a Guarda tem desenvolvido uma série de ações de sensibilização relacionadas com o bullying, num total de 1 960 no ano letivo de 2023/2024, tendo sido direcionadas para 71 866 crianças e jovens, maioritariamente em contexto escolar, tendo sido abrangidos 1 898 estabelecimentos de ensino público e privado.
Ainda no ano letivo de 2023/2024, a Guarda registou 103 crimes, nomeadamente 91 crimes de bullying e 12 crimes de cyberbullying.
No atual ano letivo 2024/2025, e até ao dia 17 de Outubro, a Guarda realizou 244 ações de sensibilização relacionadas com o bullying, tendo sido abrangidas 8 729 crianças, num universo de 236 estabelecimentos de ensino.
Além destas ações, importa acrescentar que a GNR possui militares com formação especializada, que desempenham um papel essencial no acompanhamento personalizado às vítimas, encarregando-se de encaminhar as mesmas para outras instituições com competência neste âmbito.

