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Compreender a Diplomacia Chinesa e avançar em conjunto para um futuro melhor

A Conferência Central sobre Trabalho Relacionado com Negócios Estrangeiros do Partido Comunista da China (PCC) realizou-se em Pequim há poucos dias.

O presidente chinês, Xi Jinping, participou na conferência e proferiu um discurso importante.

Pode-se interpretar o conteúdo da conferência a partir dos três relevantes pontos seguintes:

I. Manter a boa prática e trabalhar para a inovação: aderir as experiências valiosas da diplomacia chinesa

Foi realçada três vezes esta frase-chave de “Manter a boa prática e trabalhar para a inovação”. Precisamos de seguir a boa prática e a direção fundamental da diplomacia da China. Ao mesmo tempo, devemos fazer novos progressos no trabalho externo através da inovação. O presidente Xi Jinping apontou que a modernização chinesa segue o caminho do desenvolvimento pacífico e nunca repetirá o caminho de modernização através de guerra ou colonização. Nos trabalhos diplomáticos, a China preconiza o princípio fundamental de independência e, simultaneamente, inspira-se na sabedoria da cultura tradicional como “o mundo é uma comunidade” e “buscar a harmonia no meio de diversidade”, inovando assim a boa tradição da diplomacia ao longo dos últimos 70 anos desde a fundação da República Popular da China. Em resposta ao velho paradigma de hegemonia e conflito entre grandes potências, a China defende um novo tipo de relações internacionais que transcende o modelo obsoleto de “confronto e aliança” e constrói parceria. Em resposta às situações injustas e irracionais na ordem internacional, a China propôs o conceito da governação global caracterizada por consulta extensiva e contribuição conjunta para benefícios compartilhados orientada pela modernização do país socialista com características chinesas.

II. Construir comunidade com futuro compartilhado para a humanidade: Conceito principal do pensamento de Xi Jinping sobre a diplomacia

Ao longo dos dez anos, a formação de uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade tem evoluído de uma iniciativa individual para um consenso internacional, do âmbito bilateral à multilateral, da regional à global. A China construiu em conjunto com dezenas de países e regiões comunidades de futuro compartilhado nas áreas de saúde, proteção ambiental, conectividade, mar, entre outros, e essas cooperações obtiveram resultados frutíferos. Em suma, para formar uma comunidade com futuro compartilhado para a humanidade, o objetivo é construir um mundo aberto, inclusivo, limpo e belo com paz duradoura, segurança universal e prosperidade compartilhada. O caminho é promover a governança global caracterizada por consulta extensiva e contribuição conjunta para benefícios compartilhados. A base fundamental reside na formação de um novo paradigma de relações internacionais. A orientação estratégica vem da implementação das iniciativas para o desenvolvimento global, a segurança global e a civilização global.

III. Criar um mundo multipolar equitativo e uma globalização económica universalmente benéfica e inclusiva são as propostas da China

Perante uma série de grandes questões e desafios que o mundo enfrenta, a China apela a um mundo multipolar equitativo e uma globalização económica universalmente benéfica e inclusiva. Um mundo multipolar equitativo é aquele em que os países, grandes ou pequenos, são tratados como iguais, o hegemonismo e a política de força são rejeitados e a democracia é verdadeiramente promovida nas relações internacionais. Para que o progresso seja mantido, todos devem observar os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, defender as normas básicas e universalmente reconhecidas que regem as relações internacionais, e praticar o verdadeiro multilateralismo. Uma globalização económica universalmente benéfica e inclusiva é aquela que satisfaz necessidades comuns de todos os países, sobretudo dos países em desenvolvimento, e aborda adequadamente os desequilíbrios de desenvolvimento entre e intra os países devido à alocação global de recursos. É importante se opor resolutamente à tentativa de reverter a globalização, ao unilateralismo e protecionismo em todas as formas, promover firmemente a liberalização e a facilitação do comércio e investimento e tornar a globalização económica mais aberta, inclusiva, equilibrada e benéfica para todos.

Este ano assinala-se o 45º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e Portugal. Desde o estabelecimento das relações diplomáticas, a China sempre considerou Portugal um bom amigo e um bom parceiro de confiança. Face à mudança da situação internacional, ambas as partes aderem ao multilateralismo, reforçam a complementaridade de vantagens, procuram o desenvolvimento comum e promovem a prosperidade em mãos dadas. Permitam-me terminar a citar um poema,“Com a maré subindo e o vento favorável, é hora de navegar no navio e surfar nas ondas.” Situada num novo ponto de partida histórico, a China está disposta a esforçar-se com Portugal para promover de forma abrangente o intercâmbio a todos os níveis e a cooperação em todas as àreas e injetar novo dinâmico na paz, estabilidade e prosperidade mundiais.

Partihar

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