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Associação defende que PRR deve colocar ginásios “na linha da frente”

A Portugal Activo|AGAP, associação que representa as empresas de ginásios, está satisfeita por o exercício físico constar numa série de dimensões estruturantes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e apresenta sete medidas para revitalizar o setor.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a AGAP afirma que, após consulta e estudo aprofundado do PRR, é evidente que os ginásios devem reabrir na primeira fase de desconfinamento e conclui que “para o cumprimento dos desígnios estratégicos enumerados e explanados no PRR serão necessárias sete medidas de caráter urgente”.

Entre as medidas apresentadas pela associação para revigorar o sector, a AGAP pede uma redução da taxa de IVA aplicável à utilização de instalações destinadas à melhoria ou manutenção da condição física e saúde, a possibilidade de dedução dos custos com exercício físico em sede de IRS, o incentivo às empresas para comparticipação nas despesas dos seus colaboradores com o exercício físico e a atribuição de apoios a fundo perdido aos clubes para compensar a diminuição da faturação, assegurando a continuidade da sua atividade económica após o surto pandémico.

A associação, que admite que o PRR é uma “oportunidade única para a transformação do país”, solicita ainda ao Governo a implementação de apoios aos profissionais de exercício físico, o apoio à tesouraria das empresas, através de linha de apoio, e inova ao propor a criação do ‘Passe Exercício e Saúde’, em que sugere a subsidiação de descontos nas mensalidades de ginásios para doentes identificados pelos centros de saúde.

A AGAP sublinha que “adere em absoluto ao diagnóstico feito” pelo PRR no plano da saúde, realçando o papel que o sector pode ter na resolução de alguns problemas identificados, como os “baixos níveis de bem estar e qualidade de vida” e a “fraca aposta na promoção da saúde e na prevenção da doença”.

Perante este cenário, defende que “é inquestionável que o desporto e a atividade física devem ser um instrumento da política de saúde e um fator de prevenção da doença”, recordando que “Portugal se encontra na cauda da Europa relativamente aos índices de inatividade física” e que só com “políticas muito fortes de incentivo à prática de desporto e exercício físico se conseguirá alcançar mais saúde e bem-estar da população”.

Feito o diagnóstico, a AGAP conclui que, aquando da retoma, o setor do fitness “tem de estar na linha da frente”.

“Exercício físico e desporto são saúde e merecem ser tratados como tal. Logo, a retoma da atividade do setor tem de estar na linha da frente do desconfinamento porque os ginásios e clubes de fitness são espaços de bem-estar, de saúde física e mental de todos os portugueses”, conclui a associação.

O PRR, para aceder às verbas comunitárias pós-crise da covid-19, está em consulta pública até hoje e prevê 36 reformas e 77 investimentos nas áreas sociais, clima e digitalização, num total de 13,9 mil milhões de euros em subvenções.

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