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Ana Rita Cavaco “dificilmente poderá continuar à frente da Ordem”

A antiga bastonária deseja que o Conselho Jurisdicional abra um processo disciplinar à actual responsável pela Ordem dos Enfermeiros e que o mandato desta seja interrompido.

A antiga bastonária dos enfermeiros, Maria Augusta Sousa, defende que Ana Rita Cavaco não tem condições para continuar em frente à Ordem e que o Conselho Jurisdicional deve abrir um processo disciplinar à mesma após as “suspeições” e “ofensas” que tem feito nas redes sociais.

“O estatuto e o código deontológico dos enfermeiros têm como uma das suas premissas fundamentais a defesa de dignidade humana. Portanto, quando temos ofensas que são feitas, suspeições que são lançadas de quem tem a responsabilidade de representar os enfermeiros deste país, efetivamente, eu que assumi essas mesmas responsabilidades durante vários anos, não consigo deixar de dizer que considero que é grave e que espero e desejo que o Conselho Jurisdicional, que é o órgão que tem responsabilidade de zelar pela prática da deontologia, abra um processo disciplinar e possa mesmo conduzir na interrupção do mandato“, começou por salientar Maria Augusta Sousa, numa entrevista dada à SIC Notícias, onde aproveitou para reiterar que as palavras de Ana Rita Cavaco são “uma coisa gravíssima”.

Para a antiga bastonária, que chegou mesmo a pedir desculpa pela atitude da atual responsável, “a liberdade de expressão não vale tudo até porque, quando vale tudo, estamos a cavar o fosso para que essa liberdade acabe” e, por isso, defende, “é evidente que, face ao que tem passado, dificilmente [Ana Rita Cavaco] poderá continuar à frente da Ordem”.

“A pessoa que é bastonária não veste um casaco como pessoa e um como bastonária, é a mesma pessoa. Portanto, tem responsabilidades acrescidas e com estas tem a obrigação de as respeitar, até para respeitar os seus colegas”, atirou ainda a enfermeira já reformada.

Já sobre o número de enfermeiros que se encontram indignados com as publicações e atitudes de Ana Rita Cavaco, Maria Augusta Sousa admite que não consegue quantificar, mas garante que há “muitos, muitos, muitos e não são só enfermeiros”.

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