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Rio de Janeiro cancela festa de Réveillon 2021 devido à pandemia

Queima de fogos na praia de Copacabana, Réveillon Rio 2019

A cidade brasileira do Rio de Janeiro, que em Outubro passado já havia anunciado que faria uma festa alternativa para celebrar a passagem de ano para evitar aglomerações, informou que cancelou definitivamente a festa de Reveillon 2021.

O Reveillon oficial da cidade do Rio de Janeiro está cancelado devido ao cenário atual da pandemia covid-19″, anunciou, em comunicado, a Prefeitura da cidade mais emblemática e turística do Brasil, cuja festa de final de ano atrai turistas de todo o mundo.

A prefeitura ‘carioca’ acrescentou que optou pelo cancelamento de qualquer tipo de celebração, inclusive o modelo alternativo que havia proposto, “em respeito a todas as vítimas e em favor da segurança de todos”.

O Rio de Janeiro, que há um ano reuniu 2,9 milhões de pessoas na praia de Copacabana para se despedir do ano de 2019, tinha planeado para este ano uma festa alternativa sem a presença de público e sem a tradicional queima de fogos de artifício.

O evento programado previa a exibição ao vivo na televisão e nas redes sociais de concertos de grupos musicais, que organizaria a partir de palcos montados em seis locais turísticos distintos e aos quais o público não teria acesso.

O formato virtual da festa, agora também cancelado, foi escolhido para manter o evento seguro face à pandemia do novo coronavírus.

O Rio de Janeiro é, depois de São Paulo, a segunda cidade mais afetada pela covid-19 no Brasil, o segundo país com mais mortes pela doença no mundo depois dos Estados Unidos.

Apesar de o Ministério da Saúde negar que o Brasil enfrente uma segunda onda de infeções pelo novo coronavírus, os governos regionais admitem que a pandemia “piorou” nas últimas duas semanas e que está a causar forte pressão sobre a capacidade do sistema de saúde.

A pandemia também colocou em dúvida o famoso Carnaval carioca e as escolas de samba anunciaram a decisão de adiar a festa de fevereiro para julho do próximo ano, mas a festa permanece condicionada à existência de uma vacina e de uma campanha de imunização.

O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo maior número de mortos, 181.835, em mais de 6,9 milhões de casos.