IRIS FM
91.4 FM
País Sociedade

Hungria aceita extensão do Mandado de Detenção Europeu de Rui Pinto

A Hungria aceitou o pedido do Ministério Público para o alargamento do Mandado de Detenção Europeu de Rui Pinto, podendo assim acusar o colaborador do ‘Football Leaks’ por factos apurados na investigação relacionada com Doyen e Sporting.

A informação consta numa nota publicada hoje na página da Internet do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), depois de em julho deste ano o Ministério Público (MP) ter pedido a extensão do Mandado de Detenção Europeu (MDE).

“Esse pedido [do MP] teve resposta positiva das autoridades húngaras, as quais deram consentimento, a 13 de agosto de 2019, à extensão do MDE“, refere a nota do DCIAP, acrescentado que o inquérito, dirigido pelo MP do DCIAP com a coadjuvação da Polícia Judiciária, encontra-se em investigação e está em segredo de justiça.

Em prisão preventiva desde 22 de março, o português Rui Pinto, de 30 anos, foi detido em Janeiro na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num MDE que apenas abrange os acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports, estando indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa colectiva e extorsão na forma tentada.

Na base da emissão do mandado de detenção europeu estão acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e da Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.

O Sporting, a Doyen e o Benfica constituíram-se assistentes no processo, o que lhes permite intervir no inquérito e na fase de instrução, apresentar provas e requerer diligências que considerem necessárias.

No dia em que Rui Pinto ficou em prisão preventiva (22 de março), fonte do Benfica disse à agência Lusa que requereu junto do MP informação sobre a prova produzida na investigação. Rui Pinto é suspeito de ser também o autor do furto dos emails do clube da Luz, em 2017