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Reforma do FMI deve elevar direito discursivo e representatividade das economias emergentes

O conselho executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou no dia 16 que aceitou a renúncia da directora-gerente ChristineLagardee iniciou imediatamente o processo seletivo do próximo líder desta instituição. Seja quem for o próximo que comandará o FMI, essa pessoa deve promover a reforma de quota e governança do FMI, continuar a elevar o direito discursivo e a representatividade das economias emergentes e dos países em desenvolvimento, para que o FMI possa defender de melhor forma sua legalidade e efetividade.

Como um legado do sistema de Bretton Woods, o FMI tem se dedicado à promoção da cooperação monetária, ao fornecimento de fundos e assistências e à defesa da estabilidade financeira internacional. Desde o início do século XXI, a estrutura econômica global registrou grandes mudanças, nomeadamente a ascensão das economias emergentes, e o papel atenuado do atual sistema da governança econômica global. Neste contexto, a reforma do FMI e a elevação da participação e do direito discursivo das economias emergentes e dos países em desenvolvimento representam uma tendência irreversível.

Desde que ChristineLagarde assumiu a liderança do FMI em 2011, ela trabalhava na reforma de quota e governança da instituição. Mesmo assim, essa reforma ainda não é suficientemente efetuada para refletir a mudança da estrutura econômica do globo. Atualmente, o PIB das economias emergentes e dos países em desenvolvimento ocupa metade da produção do mundo inteiro e contribuiu com 80% do crescimento global. E o percentual do PIB dos EUA na economia global diminuiu para 20%. Mesmo assim, os EUA ainda possuem a maior quota de votação de 16,52% e um voto de veto.

Essa inconformidade não só prejudica os interesses das economias emergentes e dos países em desenvolvimento, mas também afeta a representatividade, a objetividade e a legalidade do FMI. Como disse o diretor-gerente interino do FMI, David Lipton, “para manter a influência global e o atual recurso do FMI, é indispensável a elevação do direito discursivo dos países com a economia elevada que estão dispostos a assumir suas responsabilidades respectivas.”

Tradução: Xia Ren

Revisão: Gabriela Nascimento