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EUA brincam com fogo ao usar Taiwan para tentar conter a China

O Departamento de Estado dos EUA aprovou a venda de armas a Taiwan no valor de US$ 2,22 bilhões, uma interferência explícita nos assuntos internos da China. Os EUA estão brincando com fogo!

Este ato é uma séria violação dos três comunicados conjuntos sino-americanos que regem os laços diplomáticos entre Beijing e Washington, estabelecidos em 1979. Nos documentos, os EUA reconhecem o princípio de Uma Só China, ou seja, que Taiwan faz parte da China, e concorda em reduzir gradualmente as vendas de armas para a ilha.

No entanto, os EUA não honraram seus compromissos e forneceram apoio militar a Taiwan citando a Lei de Relações de Taiwan, que foi adotada em 1979. Desde que Trump assumiu o cargo há dois anos e meio, os EUA venderam armas para Taiwan em quatro ocasiões. O Taiwan Travel Act, aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado, permite que autoridades dos EUA em todos os níveis visitem Taiwan e que a Lei de Garantia de Taiwan de 2019, aprovada pela Câmara, dê sinal verde às vendas regulares de armas para Taiwan.

Estes atos do governo norte-americano mostram que forças dos EUA estão preocupadíssimas com o crescimento da China. As vendas de armas para Taiwan não apenas satisfazem a demanda dos revendedores de armas, mas também estão sendo usadas como cartão por alguns políticos dos EUA para conter a China.

No entanto, tal estratégia não funcionará. Embora algumas forças em Taiwan confiem no apoio dos EUA para se opor à parte continental chinesa, elas não serão capazes de resistir à maré da globalização econômica e da vontade da população. O continente chinês e Taiwan formaram estreitas cadeias industriais e de fornecimento. O continente chinês é o maior parceiro comercial e principal destino de exportações e mercado de investimentos de Taiwan. Em 2018, o volume total de comércio entre os dois lados ultrapassou US$ 200 bilhões e foram feitas mais de 4 milhões de visitas turísticas de Taiwan no continente. Com a convergência cada vez mais profunda, as pessoas em Taiwan têm uma sensação cada dia mais forte de se beneficiar da integração entre os dois lados do estreito.

Alguns meios de comunicação em Taiwan apontaram sabiamente que os EUA usaram a questão de Taiwan como moeda de barganha em seus negócios com a China e que é ingênuo acreditar que Taiwan possa assegurar o desenvolvimento e a estabilidade simplesmente confiando nos EUA. Graças aos seus 40 anos de desenvolvimento acelerado, o continente criou melhores condições para impulsionar a reunificação pacífica com Taiwan. É por isso que alguns agora admitem que Beijing tomou a iniciativa de orientar ou controlar o curso das relações entre os dois lados.

Ao mesmo tempo, o princípio de Uma Só China ganhou popularidade na comunidade internacional, à medida que “países amigos” de Taiwan cortaram “laços diplomáticos” com a ilha e, por sua vez, estabeleceram ou restauraram relações oficiais com o continente chinês.

Quando o presidente Xi Jinping e o presidente Donald Trump se reuniram em Osaka, no Japão, no final de junho passado, os dois países prometeram promover laços bilaterais caracterizados pela coordenação, cooperação e estabilidade, e concordaram em reiniciar as negociações comerciais com base na igualdade e respeito mútuo. No entanto, o consenso presidencial foi violado pelas novas vendas de armas dos EUA para Taiwan, o que não só prejudica a paz do Estreito de Taiwan, mas também desfavorece a solução dos atritos comerciais entre China e EUA.

Tanques ou mísseis norte-americanos não garantirão a segurança de Taiwan. O futuro da ilha está na reunificação com o continente chinês. Nenhuma força externa subestimará a determinação da China de salvaguardar sua soberania e integridade territorial.

Tradução: Inês Zhu

Revisão: Luciana Isabor