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Refutação aos disparates dos políticos britânicos sobre Hong Kong

Após o ataque de extremistas contra o complexo do Conselho Legislativo de Hong Kong no dia 1º de julho quando se comemorou seu regresso à China, alguns políticos britânicos utilizaram a Declaração Conjunta entre China e Reino Unido sobre a questão de Hong Kong para manifestar o apoio a tal violência, inclusive classificando-o como defesa da liberdade que foi conquistada pelo Reino Unido para esta região. Esse tipo de argumento inverte os acontecimentos. O amparo aos criminosos e a interferência irresponsável nos assuntos de Hong Kong prejudicam gravemente as relações entre China e Reino Unido.

Assinada em 1984, a Declaração Conjunta entre China e Reino Unido foi somente um documento para estabelecer e organizar as questões sobre o retorno de Hong Kong e desta transição. A Grã-Bretanha de nenhuma forma possui direitos e obrigações relacionadas a Hong Kong desde o retorno da região à China em 1997. A chamada responsabilidade atribuída a Hong Kong é apenas uma desculpa para interferir nos assuntos internos da China.

No que diz respeito à liberdade dos cidadãos de Hong Kong, afirmar que isto foi resultado do esforço do governo britânico consiste verdadeiramente numa hipocrisia dos ingleses, como apontou de forma sensata o famoso intelectual e acadêmico Martin Jacques. Todo o mundo testemunhou que “durante colonização britânica de Hong Kong, as pessoas nem sabiam o que era democracia”. Os governadores eram todos enviados pelo Reino Unido e os cidadãos nunca possuíram direito de eleição nem direito a um sistema judiciário próprio.

Quanto ao tratamento dispensado ao incidente, o governo da Região Administrativa Especial de Hong Kong goza de total legitimidade para punir os bandidos. A Lei Básica garante aos residentes a liberdade e os direitos de expressão e manifestação, mas isto não significa direito de danificar a ordem pública e atacar a polícia. Quando ultrapassado o limite, os policias têm de suspender a violência e defender a dignidade do estado de direito em Hong Kong. Porém, alguns políticos britânicos interpretaram o tratamento justo dos policiais de Hong Kong como uma “repressão”. Eles precisam relembrar a violência ocorrida em Londres no ano de 2011, situação em que condenaram fortemente o crime e a violência.

A história vai adiante depressa. Hong Kong não voltará a pertencer ao Reino Unido em nenhuma forma. Pedimos aos políticos da Grã Bretanha que deixem a mentalidade colonizadora de lado e cuidem de seu próprio país.