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China é “activista” na ampliação da abertura económica

Logo após o anúncio de medidas importantes de abertura pelo presidente Xi Jinping na Cúpula de Osaka do G20 no Japão, a China confirmou novamente com voz firme a promessa de ampliar sua abertura no Fórum Davos de Verão, afirmando promover a abertura da indústria manufatureira, aprofundar a abertura do setor de serviços, reduzir ainda mais as tarifas aduaneiras, proteger com esforços maiores a propriedade intelectual, entre outras medidas, o que tornará o país mais aberto, transparente e previsivelmente seguro para os investimentos estrangeiros.

Ao proferir um discurso na inauguração da Reunião Anual de Novos Campeões 2019, conhecida também como Fórum Davos de Verão, o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, disse que o país aprofundará a abertura do setor financeiro. As medidas incluem remover restrições sobre a participação acionária estrangeira em mercado de valores, contrato de futuros e seguros de vida até 2020 – um ano antes do plano previsto – diminuir as restrições aos investidores estrangeiros em telecomunicações com valor agregado e transporte e ampliar a abertura em dois sentidos do mercado de títulos. Tais medidas concretas são adotadas para implementar o compromisso de ampliar a abertura econômica feito pelo presidente Xi Jinping na Cúpula do G20 recém-terminada, demonstrando ainda que a China honra seus compromissos e é uma verdadeira “ativista”

Atualmente, nota-se uma expansão constante do protecionismo e unilateralismo e um aumento óbvio dos riscos e incertezas nas operações econômicas mundiais, que afetam a confiança dos investidores internacionais. Neste contexto, foram emitidos sinais positivos na Cúpula de Osaka do G20. Em especial a afirmação do presidente Xi Jinping de que a China ampliará seu mercado, aumentará importações, melhorará o ambiente de negócios, aplicará o tratamento igualitário e promoverá negociações econômicas e comerciais, obtendo amplo elogio da comunidade internacional. Isabelle Durant, vice-secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, comentou que tais medidas chinesas são importantes e sensatas, e através delas o mundo pode constatar a posição de abertura da China. Na opinião de Robert Kuhn, especialista dos Estados Unidos em questão da China, o anúncio de novas medidas de abertura demonstra que a China sempre transforma seus compromissos em ações concretas.

No último dia 30, a China publicou as duas listas negativas revisadas para investidores estrangeiros, facilitando o acesso deles ao mercado chinês em vários setores. No mesmo dia, o país ainda divulgou um catálogo revisado de indústrias que incentiva o investimento estrangeiro a entrar no setor manufatureiro.

Durante o encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, na Cúpula do G20, o presidente Xi Jinping disse que o compromisso de ampliação da abertura feito pela China não é um “cheque sem fundos”. Quer dizer, não importa como se transforma o cenário internacional, a China segue inabalavelmente os princípios de ampliar a abertura e concretizar benefícios recíprocos.

tradução: Shi Liang

revisão: Luciana Isabor