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A China combate o proteccionismo com sua abertura

No último ano, vimos reportagens negativas com frequência sobre o mercado econômico. A economia global, que acabou de sair de uma crise financeira e se recupera devagar, está enfrentando um grande risco: o protecionismo. O protecionismo vai dirigi-la para uma nova desaceleração. O mundo todo está esperando que a Cúpula do G20, em Osaka, possa tomar uma atitude forte contra o protecionismo e puxar a economia global para a órbita de crescimento.

Em 2013, a China já havia apresentado a ideia de “criar uma economia mundial aberta” e tem persistido em promovê-la. Em março de 2019, a Assembleia Popular Nacional aprovou a Lei de Investimento Estrangeiro, garantindo mais um avanço na ampliação da abertura.

Desta forma, as empresas multinacionais aumentaram os investimentos na China. Segundo a estatística do Ministério do Comércio da China, o uso real dos investimentos estrangeiros nos primeiros cinco meses deste ano atingiu US$ 53,6 bilhões, sendo um crescimento de 6,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. No contexto em que o investimento estrangeiro direto global diminuiu significativamente, o fenômeno mostra que as empresas estrangeiras têm confiança no mercado chinês e na abertura da China.

A ampliação da abertura da China ainda beneficiou as regiões menos desenvolvidas. A CEO do Development Reimagined, Hannah Ryder, afirmou que em 2000, o valor que a China importou dos países não africanos foi 44 vezes maior que o dos países africanos, e agora reduziu para 22 vezes, sendo um grande progresso. Por outro lado, o mesmo valor dos EUA cresceu de 43 vezes para 70 vezes, significando que o mercado norte-americano está se fechando para a África. Ela espera que as economias desenvolvidas possam quebrar as barreiras comerciais e ajudar as regiões menos desenvolvidas da África a integrarem o desenvolvimento econômico mundial.

A adesão ao unilateralismo e autoritarismo talvez permita que alguns países se desenvolvam rapidamente temporariamente, mas suas práticas prejudicaram e até reprimiram o desenvolvimento de outros países. A longo prazo, eles inevitavelmente pagará um alto preço por essas práticas.

Segundo o jornal The New York Times, para evitar a sanção severa contra a empresa chinesa Huawei, algumas empresas tecnológicas dos EUA estão procurando canais contínuos para fornecer produtos à Huawei, ou pensando em transferir algumas linhas de produção e serviços para o exterior, porque sabem da importância do mercado chinês. No Reino Unido, o historiador da Universidade de Cambridge, Martin Jacques, sugeriu que os membros do G20 apoiem as medidas que promovem o desenvolvimento econômico mundial, incluindo o multilateralismo, instituições multilaterais e a cooperação multilateral.

Nesta Cúpula, a China continuará defendendo o multilateralismo e a governança global por meio da ampliação de sua abertura. Esta é a responsabilidade da China como um grande país responsável para o mundo e a esperança do mundo para a China.