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Cúpula do G20 deve aderir à sua aspiração inicial

O presidente da China, Xi Jinping, viajará à cidade japonesa Osaka nesta quinta-feira (27) para participar da 14ª Cúpula do G20. Será a 7ª vez consecutiva que o líder chinês comparecerá ao evento. Nas edições anteriores, líderes chineses apresentaram opiniões a fim de compartilhar a sabedoria chinesa sobre a administração econômica global.

A Cúpula do G20 nasceu em 2008, quando a crise financeira oriunda dos EUA varreu todo o planeta. Com a esperança de evitar que a crise causasse uma recessão global, líderes de 20 países se reuniram, pela primeira vez, em Washington, para discutir respostas à situação.

Neste processo, países em desenvolvimento e economias emergentes desempenharam um papel importante. Os membros do grupo adotaram medidas como estímulo monetário, expansão financeira e reforma de supervisão. Como resultado, a crise foi controlada efetivamente e a confiança no mercado foi recuperada.

Na última década, a Cúpula do G20 já se tornou de um painel para lidar com a crise financeira em um mecanismo de gestão em longo prazo. Ela ocupa um lugar importante nos mecanismos multilaterais da economia internacional.

Com a ascensão das tendências de unilateralismo, protecionismo e de-globalização, sobretudo a escalada dos atritos comerciais despertados pelos EUA, os países do G20 sofreram influências negativas em diferentes escalas. Neste contexto, o encontro em Osaka enfrentará desafios ainda mais graves e complicados.

Conforme os dados da Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, a exportação de vários membros do G20 deve apontar contrações no primeiro trimestre deste ano. O Fundo Monetário Internacional considera que devido aos atritos comerciais, o crescimento do comércio internacional pode cair para o nível mais baixo desde a crise financeira global.

Perante essa urgência e incerteza, a comunidade internacional deposita uma grande expectativa na Cúpula do G20 para mostrar sua coragem em resposta aos desafios. Por isso, é essencial que o grupo retome sua aspiração inicial. As partes participantes devem coordenar suas posições, tratar suas disputas, procurar consensos e reforçar cooperações, de modo a apresentar novas soluções para a questão atual.

Tradução: Paula Chen

Revisão: Gabriela Nascimento