Comentário: Escolha difícil para Donald Trump na investigação sobre a intervenção russa na eleição americana

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atraiu a atenção do mundo no último dia 5 por uma postagem no Twitter, na qual ele criticou as “notícias falsas” contra seu filho mais velho, Donald Trump Jr., afirmando que as mesmas são uma “invenção completa”. No entanto, ele reconheceu que seu filho se reuniu com uma advogada russa em 2016 na Trump Tower para obter informações sobre uma adversária política, algo “totalmente legal” e “feito o tempo todo na política”.

Mais de um ano atrás, quando o jornal New York Times expôs esta reunião, Donald Trump Jr. disse através de uma declaração que o encontro era para discutir um projeto sobre a adoção de crianças russas. Numa audiência a portas fechadas no Congresso, ele assegurou que a campanha eleitoral do seu pai não tinha nada a ver com a Rússia. Porém, alguns meses depois, a mídia revelou que esta declaração foi elaborada com a autorização do próprio presidente Trump.

Agora, 13 meses após a divulgação da declaração de seu filho, o presidente Trump admitiu inesperadamente que a reunião era para obter informações sobre uma adversária política. Ian Bremmer, presidente da consultoria Eurasia Group, disse que um dos dois mentiu: ou o presidente Donald Trump ou o seu filho.

As mídias dos EUA e da Europa indicaram que a reunião entre Donald Trump Jr. e a advogada russa em 2016 foi um elo importante na investigação sobre a intervenção russa na eleição norte-americana. Com a aproximação das eleições de meio de mandato este ano nos EUA, esta investigação presidida pelo promotor especial Robert Muller entra em fase final. Os principais veículos de imprensa do país como Washington Post, CNN e Associated Press, afirmaram que a investigação provavelmente envolverá as pessoas próximas ao presidente Trump, especialmente Donald Trump Jr., que arranjou e participou daquela reunião com a advogada russa.

Especialistas em Direito consideram que tal ato de Donald Trump Jr. violou a Lei Eleitoral dos EUA. No início deste ano, Steve Bannon, ex-estrategista-chefe da Casa Branca, quando rompeu com Donald Trump, disse que a reunião do filho do presidente com advogada russa era uma tradição contra o país. Agora, o mais importante é saber se esta acusação já está na lista de investigação do promotor Muller.

O ex-chefe da campanha de Donald Trump, Paul Manafort, outra pessoa importante no encontro com a advogada russa, vai a julgamento no próximo mês por acusações de fraude bancária e fiscal. Ele vai obter um perdão presidencial ou se tornará testemunha na investigação sobre a intervenção russa na eleição presidencial? As mídias de todo o mundo aguardam a resposta a esta questão.

Além de Manafort, Michael Cohen, advogado pessoal de longa data do presidente Trump, também está sob investigação por possível fraude bancária e fiscal, além de outros assuntos relacionados à campanha de Trump.

Como a investigação sobre a intervenção russa na eleição americana está em fase final, o presidente Donald Trump está enfrentando uma escolha difícil: oferecer-se para ser interrogado pelo promotor Muller ou ficar à espera da intimação.

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